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Polícia mata criminoso e acaba sequestro de 3 horas em ônibus na ponte Rio-Niterói; veja vídeo

Após três horas e meia de cerco, chegou ao fim o sequestro do ônibus da viação Galo Branco na Ponte Rio-Niterói, Rio de Janeiro. O bandido foi baleado com seis tiros na perna às 9h02 por um atirador de elite ao descer veículo. 

Desfecho do sequestro sobre a ponte Rio-Niterói (Foto: Fabiano Rocha/ Agencia O Globo)

Segundo informações da Polícia Militar, o sequestrador, que usava uma arma de brinquedo, foi neutralizado. Os 36 passageiros mantidos como reféns passam bem. As duas pistas da ponte Rio-Niterói chegaram a ser interditadas, mas já foram liberadas.  

O crime

O sequestro teve início por volta de 5h30 da manhã desta terça-feira, 20, quando um homem armado, que se identificou como policial militar, entrou no coletivo da linha 2520, que vinha do Jardim Alcântara (São Gonçalo, região metropolitana do Rio) com destino ao Estácio (região central da cidade), com 36 passageiros à bordo. Meia hora após o embarque, ele ordenou que o condutor atravessasse o veículo na pista.

O sequestrador saiu do ônibus e foi atingido pelo disparo (Foto: Reprodução/TV Globo)

Identificado como Willian Augusto da Silva, o homem de 20 anos, não fez nenhuma demanda específica. Apenas afirmou portar um revólver, uma pistola de choque e combustível, e chegou a ameaçar colocar fogo no coletivo. A motivação do sequestrador ainda é desconhecida,  mas a PM considera que a ação foi premeditada. 

As vítimas estavam com celular dentro do transporte e imagens do interior do ônibus circulam nas redes sociais.

Sequestro do ônibus 174 faz 19 anos

Em 12 de junho de 2000, Sandro Barbosa Nascimento manteve como reféns passageiros do ônibus da linha 174 da Viação Amigos Unidos, no Jardim Botânico, zona sul do Rio de Janeiro. Transmitida pela televisão ao vivo para todo o País, a ação durou mais de quatro horas e terminou com a morte de uma passageira e do sequestrador.

Sandro Barbosa Nascimento manteve como reféns passageiros do ônibus da linha 174 da Viação Amigos Unidos, no Jardim Botânico, zona sul do Rio de Janeiro

O sequestro começou por volta das 14 horas. Com um revólver calibre 38, Sandro manteve dez pessoas reféns no coletivo. O veículo foi cercado pela Polícia Militar, e o rapaz passou a usar as câmeras de TV para fazer ameaças performáticas, pondo a cabeça para fora do ônibus com a arma em punho e mandando uma refém escrever com batom frases de terror nos vidros.

Depois de uma longa negociação e com quase todos os reféns libertados, por volta das 18h45, Sandro desceu do ônibus levando consigo, como escudo humano, a professora Geísa Firmo Gonçalves, de 20 anos. Nessa hora, um policial do Batalhão de Operações Especiais (Bope) se aproximou e atirou quase à queima-roupa, com arma de grosso calibre.

O disparo do policial, que tinha como alvo o assaltante, acertou a professora. Sandro também disparou contra ela. A passageira morreu. Sandro foi rendido e morto minutos depois na viatura da PM. Em 1992, ele havia sobrevivido à chacina da Igreja da Candelária, no centro do Rio, que matou oito meninos de rua em ação atribuída a policiais.

A via foi boqueada e um grande congestionamento se formou nos acessos à Ponte Rio-Niterói (Foto: Reprodução/TV Globo)

Depois da tragédia de 2000, a linha 174 foi rebatizada para 158. Em 2002, o episódio foi tema de um premiado documentário, Ônibus 174, do diretor José Padilha, que cinco anos mais tarde dirigiria o longa-metragem Tropa de Elite. E, em 2008, o caso ganhou outra releitura de ficção no cinema – Última Parada 174, de Bruno Barreto. (Fonte: Estado de Minas/ Agencia Estado).

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