Polícia

Filha paga R$ 10 mil para matar o pai e é presa no velório, em Minas Gerais

Suspeita de contratar quatro homens para assassinar o próprio pai, uma mulher de 38 anos foi presa enquanto velava o corpo dele, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O idoso, que tinha 70 anos, foi encontrado morto na segunda-feira (2). Ele estava em um cômodo da empresa onde trabalhava. Havia sangue espalhado por seu corpo, e ele estava nu sobre a cama dormia. 

O corpo da vítima estava em um cômodo da empresa em que trabalhava, no Anel Viário de Uberlândia/ Foto: Reprodução/Google Street View

Uma denúncia anônima, feita por telefone nessa terça-feira (3), levou militares até os homens pagos para matar o idoso e, finalmente, à filha, que seria a mandante do crime. A mulher recebeu voz de prisão ainda no velório do pai, na frente de todos os familiares. 

O crime

Era manhã de segunda-feira (2) quando um caminhoneiro chegou para trabalhar em um galpão na rodovia Anel Viário Norte, no Distrito Industrial do município. Ele desceu de sua carreta e foi até um cômodo, usado por funcionários para descansar, buscar água. 

Ao chegar até lá, encontrou a porta arrombada e, pela fresta, percebeu o corpo do idoso, nu, sujo de sangue. Desesperado, o homem chamou a Polícia Militar e ligou para os familiares da vítima, que era um conhecido seu. O homem fora morto com três tiros disparados contra seu tórax. A roupas dele estavam dobradas sobre uma mesa e, nelas, foram encontrados documentos pessoais. 

Aos militares que atenderam a ocorrência, a filha da vítima, uma mulher de 38 anos, contou que seu pai tinha o hábito de pernoitar naquele cômodo da empresa. Na noite anterior, segundo ela, faltara água e luz e, para tomar banho, o idoso tinha ido até sua casa. A filha, então, o teria levado de volta ao trabalho. Antes de desembarcar do veículo da mulher, o pai ainda teria dado R$ 20 a ela. 

Quando questionada se dera falta de dinheiro ou pertences que poderiam ter sido levados, a mulher contou suspeitar que faltava R$ 300 no bolso da bermuda do idoso e uma ferramenta. Nada do cômodo fora levado. 

Denúncia anônima

O corpo já havia sido periciado, submetido ao Instituto Médico-Legal (IML) e entregue à família para que entes queridos pudessem se despedir do idoso. No entanto, duas ligações anônimas feitas ao disque-denúncia da Polícia Militar alteraram todo o rumo da história. 

A primeira, na manhã dessa terça-feira (3), alertava que a morte do idoso aconteceu por dinheiro e que a própria filha dele teria contratado matadores para assassinar o pai. O denunciante possuía informações preciosas e garantiu que a mulher contratou um segurança e, este, por sua vez, agenciou outros homens para matar o homem.

A outra ligação forneceu aos militares o endereço exato de um dos suspeitos, que se escondia em um motel de Uberlândia. No quarto apontado na ligação, estava um homem de 34 anos, que confirmou a denúncia e, com ele, o endereço de um adolescente, de 17 anos, também suspeito de participação no crime. 

A arma do crime, uma pistola, escondida na casa do jovem, foi apreendida e, aos investigadores, o rapaz negou ter participado do crime. 

O terceiro suspeito é um homem de 27 anos que, assim como o adolescente, não confessou qualquer tipo de envolvimento no assassinato, mas detalhou a ação da filha da vítima. Segundo ele, a mulher o procurou oferecendo R$ 10 mil em troca de que ele matasse o idoso. 

A ele, a suspeita confidenciou ter “problemas pessoais e particulares” com o pai. No entanto, o homem garante ter negado e apenas indicado a ela outras pessoas que poderiam cumprir o serviço combinado. 

O quarto criminoso é um homem de 41 anos, com quem R$ 10 mil, pagos pela mandante do crime, foram encontrados. À polícia, ele declarou ser sua a pistola usada no crime, apenas emprestada aos outros suspeitos, e garantiu que só a usa para assegurar a segurança de sua própria casa. 

Diante de todos os indícios, os três suspeitos foram presos e o adolescente apreendido. A mulher, filha da vítima, estava no velório do pai quando recebeu voz de prisão. (Informações de O Estado de Minas).

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