Política

Candidatos mortos são eleitos prefeitos no Rio e Minas Gerais

A população eleitora dos municípios de Bom Jesus do Itabapoana, no Rio de Janeiro, e Passa Quatro, em Minas Gerais, elegeram para prefeito dois candidatos que perderam a vida perto da data de votação das eleições 2020, mas que continuaram com o nome nas urnas eletrônicas neste domingo, 15.

Paulo Sérgio Cyrillo (Republicanos), e à direita, Antônio Claret (PV). (Foto: Divulgação/ UOL)

Paulo Sérgio Cyrillo (Republicanos), do interior do RJ, morreu na última quarta-feira, 11, e Antônio Claret (PV), morreu no último sábado, 14, um dia antes da votação. Ambos candidatos foram substituídos nas chapas, mas o lacre das urnas impediu que os novos nomes fossem incluídos a tempo antes da votação. As informações são do portal de notícias UOL.

Em Bom Jesus do Itabapoana, Paulo Cyrillo, que morreu aos 73 anos, venceu com 32,98%, o que representou 7.391 votos do município. O segundo colocado, Roberto Tatu (SD), teve 6.985 votos, o que corresponde a 31,17%. O candidato eleito morreu durante uma entrevista online ao vivo realizada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Faculdade Metropolitana São Carlos (Famesc), transmitida em um link no YouTube.

O político morreu após responder a uma pergunta. Ele se sentiu mal e morreu subitamente. Com a morte, o filho Paulo Sérgio, conhecido como Serginho Cyrillo, assumiu a chapa. Ele concorria como vice.

Em Passa Quatro, em Minas Gerais, o candidato Antônio Claret, de 62 anos, ganhou a disputa com 60,80% dos votos válidos, o que representa 5.638 eleitores do município do interior mineiro. O segundo colocado, Betinho Paiva (DEM), teve 3.302 votos (35,61%). Antônio morreu na noite de sábado, 14, por complicações de um infarto sofrido no início de novembro. Ele era o atual prefeito do município e concorria à reeleição.

O atual vice-prefeito, Henrique Nogueira Gonçalves, eleito em 2016, assumiu a liderança da chapa. “Foi muito difícil porque éramos amigos e fui vice dele por quatro. Foi uma situação muito inusitada. Aconteceu uma fatalidade que tirou dele um mandato. Pelas circunstâncias, foi um negócio muito complicado a apenas 13 horas antes de começar a votação”, disse o prefeito eleito ao UOL. Ele acredita que a morte do prefeito não tenha afetado o resultado das urnas. “Acho que qualquer um que entrasse no meu lugar seria eleito pelo legado dele”, comenta.

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