Política

Abandonado por Rui, Carlos Geilson declara apoio a Colbert em Feira

Com a manifestação de apoio do ex-candidato Carlos Geilson (Podemos) à candidatura do prefeito Colbert Martins Filho (MDB) à reeleição, a disputa em Feira de Santana polarizou de vez, apontando para um resultado eleitoral imprevisível no próximo dia 29 de novembro, inclusive, por causa do envolvimento do prefeito ACM Neto (DEM) e do governador Rui Costa (PT), que estão em campos opostos na batalha.

Carlos Geilson (Podemos) declarou apoio à candidatura do prefeito Colbert Martins (MDB)

A decisão de Geilson o coloca de volta no campo político do qual emergiu, depois de uma experiência que aliados descrevem como não tão bem sucedida do lado do governador. Após atrair o então deputado para a base, Rui inexplicavelmente retardou o atendimento de um conjunto de demandas que havia negociado com ele, jogo que culminou no apoio exclusivo do governador à candidatura do petista Zé Neto em Feira.

“Após a eleição, fiz uma avaliação de que Zé Neto seria uma mudança muito radical para a cidade. Feira teria que passar por uma transição para esta mudança tão radical. No governo Colbert, há programas sociais e obras em andamento. Além disso, não podemos deixar que a cidade se torne um quartel general do PT, afastando o município do governo federal”, declarou a este Política Livre.

Sem querer falar sobre a mágoa de ter sido abandonado por Rui na campanha, Geilson lhe deu um troco pessoal nos preparativos para o segundo turno em Feira. Negou-se a atender as diversas ligações do governador, inclusive, pedidos por intermédio de terceiros para que abrisse uma conversação com ele, numa espécie de revanche à sucessão de mal tratos de que foi alvo do governo desde que aderiu ao PT.

O processo político em Feira é definido por um político que conhece a cena local como de intensa polarização para o segundo turno. Geilson ficou com Colbert, mas seu principal aliado na disputa, o ex-deputado Targino Machado, já manifestou apoio a Zé Neto. Colbert, por sua vez, obteve o apoio do deputado Zé de Arimatéia, que também concorreu ao pleito e leva com ele o importantíssimo apoio das Igrejas.

Outro nome que já se posicionou a favor de Zé Neto foi o de Roberto Tourinho. Com o petista, ficaria também, em tese, o PSOL. A ex-candidata Daiane Pimentel (PSL) resolveu liberar o eleitorado, ideologicamente mais identificado com Colbert, mas achou por bem fazer um confuso discurso com críticas ao prefeito, insinuando que não votaria nele de jeito nenhum. Os candidatos a vereador da agremiação admitem, no entanto, apoio ao emedebista.

A decisão de também liberar o eleitorado foi tomada por Carlos Medeiros, que concorreu à Prefeitura pelo Novo. Dado o perfil do partido, muito mais à centro-direita, ninguém tem dúvida de que seus eleitores podem ir para o prefeito. (Fonte: Politica Livre).

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