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Papa rompe com os conservadores e retoma a linha progressista de João XXIII

No dia 17 de dezembro o Papa Francisco completa 84 anos e como parte das celebrações lançará seu livro, uma espécie de relato sobre sua passagem no Vaticano abordando as reformas que já implantou na Igreja e as que pretende implantar, entre as quais a perspectiva de mulheres poderem ser ordenadas, da mesma forma que os homens, e com isso celebrarem missas e cumprirem a liturgia da Igreja de Roma.

No dia 17 de dezembro o Papa Francisco completa 84 anos, quando lançará seu livro
(Crédito: Ashwin Vaswani/Unsplash)

O jornalista inglês Austen Ivereigh, já autor de duas biografias do Papa, fala sobre a obra cujo conteúdo conduz a um rompimento ainda maior com a ala conservadora na medida em que aproxima-se de João XXIII, Papa que sucedeu a Eugênio Pacelli.

MATER ET MAGISTER – João XXIII, ao assumir em 1959 lançou a Encíclica Mater et Magister que assinalou o início de um processo de ruptura com o arcaismo do Vaticano. João XXIII reportou-se ao plano social na medida em que – este ponto de ruptura – abordou um tema essencial: o ser humano tem que se realizar tanto na terra quanto no céu, deixando para trás o pensamento milenar que somente se referia ao plano divino da pós-existência terrestre.

João XXIII elegeu seu sucessor, Paulo VI que ocupava uma posição a um passo do Papa na hierarquia da religião. Agora o Papa Francisco já avançou capítulos notáveis como a aceitação das relações homoafetivas e a comunhão de casais divorciados.

IMPORTANTES AVANÇOS – Fica evidente que o Papa Francisco lançou avanços de suma importância social. Pois, a meu ver, ao me referir a seres humanos, contribuiu e contribui para incorporar a todas as escalas da existência os seres humanos sem distinção, de sexo, o que vai de encontro às correntes tradicionais da Igreja.

Mas as etapas conquistadas vão se incorporando à história universal, porém o Papa preocupa-se com o futuro inclusive com a Amazônia no sentido de se tornar essencial à própria vida do planeta.

A reportagem de Renato Grandiete sobre o Papa, em O Globo desta segunda-feira, destaca o tema, que sem dúvida volta-se para o que podemos chamar de contemporâneo do futuro. (Por: Pedro do Coutto / Tribuna da Internet).

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