Política

Próxima sucessão presidencial se encaminha para uma disputa entre Bolsonaro, Ciro e Doria

O governador João Dória, na comemoração pela vitória de Bruno Covas para prefeito, associou-se ao resultado, até porque Covas foi seu companheiro de chapa nas eleições municipais de 2016.

Esses três candidatos já estão em permanente campanha

Com o episódio, o governador de São Paulo iniciou a decolagem para um voo ao Planalto daqui a dois anos. Um quadro assim começa a se definir, mas o ex-presidente Fernando Henrique, em entrevista para o portal UOL, admitiu que Dória poderá vir a ser o candidato do PSDB, entretanto necessita nacionalizar sua imagem, ou seja, tornar-se conhecido nacionalmente.

As declarações de FHC foram publicadas nas edições desta segunda-feira do Globo e da Folha de São Paulo. Enquanto isso, reportagem de Vera Magalhães, no Estado de São Paulo, revelava  que o DEM , nesta fase inicial, está basicamente dividido entre João Dória e Luciano Huck.

INDEFINIÇÕES – Em 2018 Luciano Huck teve seu nome destacado como um possível candidato, na opinião de Fernando Henrique. Sem dúvida, o posicionamento de FHC esvaziou a candidatura de Geraldo Alckmin e abriu uma perspectiva política para Luciano Huck. Quando coloco uma possível definição das esquerdas na sucessão presidencial, é porque não acredito que PT, PCdoB ou qualquer outa corrente partidária possam ter um candidato capaz de chegar ao segundo turno.

Assim, penso, a opção dos reformistas de direita vai balançar entre João Dória e Jair Bolsonaro que deverão estar entre os dois finalistas.

Projetado a atmosfera de hoje para um cenário do amanhã, as forças esquerdistas só possuem um nome capaz de repercutir – o  ex-ministro Ciro Gomes. Mas é verdade que em política as análises têm de enfrentar as mudanças que ocorrem com velocidade de uma fórmula um.

INFLAÇÃO DISPARA – Como exemplo cito matéria de Eduardo Cucolo, Folha de São Paulo, ressaltando que já no início de 2021 haverá aumento na gasolina, energia elétrica e no universo da saúde. Vão pesar no bolso e poderão funcionar como argumentos contrários ao atual governo do país.

Pode afetar também a imagem de Bolsonaro o congelamento salarial nascido da ideia de Paulo Guedes que tornará impossível o pagamento das tarifas públicas por parte da população. Só o IGPM de novembro a novembro cresceu 20%, atingindo assim os locadores de imóveis.

Outro ponto que poderá contribuir para desmantelar a presidência da República encontra-se no desmatamento da Amazônia, que nos últimos 12 meses aumentou 9,5%. A Amazônia faz parte das atenções do presidente eleito dos EUA, Joe Biden.

MORO NA A&M – Finalmente ao lermos as reportagens de Cleide Carvalho e Katina Baran, respectivamente nas edições de ontem de O Globo e da Folha de São Paulo, surgiu um fato que vai conduzir a desdobramentos e a críticas dos setores mais ati8ngids pela operação Lava Jato.

A contratação do ex-ministro Sérgio Moro para diretor sócio da Consultoria Alvarez & Marsal. Essa assessoria prestou serviços para a empreiteira Odebrecht, como todos sabem a principal empresa envolvida no escândalo da Lava Jato, escândalo que levou a prisão vários implicados condenados por Sergio Moro, entre os quais o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como se vê em política, os fatos essenciais surgem de repente, pois Moro é também possível candidato.

Por Pedro do Coutto / Tribuna da Internet

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