Saúde

Mortes por Covid-19 altrapassam 2 milhões no mundo

O mundo ultrapassou neste sábado (16) 2 milhões de mortos por covid-19, segundo contagem da Universidade Johns Hopkins, um ano após a descoberta do novo coronavírus na China e em meio ao surgimento de mutações mais contagiosas do vírus.

Mortes por Covid-19 no mundo passam de 2 milhões (Foto: Rogerio Santana/Governo do RJ)

O primeiro milhão de vítimas do coronavírus foi atingido em 29 de setembro, mais de nove meses depois (274 dias) de os primeiros casos terem sido reportados na cidade de Wuhan, na China. Este segundo milhão foi atingido em pouco mais de três meses, ou exatos 108 dias.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) atribui essa aceleração de contágios e de mortes ao cansaço do isolamento social e do desrespeito ao distanciamento social.

Segundo o levantamento, 2.000.905 pessoas morreram por causa do vírus SARS-CoV-2 e houve 93,4 milhões de casos. A atual taxa de letalidade da doença é de 2,1%. A nova marca é atingida em um momento em que vacinas estão sendo desenvolvidas a uma velocidade atípica e lançadas em todo o mundo em uma grande campanha para tentar vencer a ameaça.

Em setembro, os números mostravam desaceleração no Brasil, mas já havia sinais de uma nova onda da covid-19 na Europa no fim do verão no Hemisfério Norte. A situação piorou rapidamente a partir de novembro, nos países mais afetados pela pandemia. Os EUA chegam a registrar mais de 4 mil mortes em um só dia e a Europa sente dificuldade para baixar os números diários de internações com a preocupante chegada de variantes mais contagiosas do coronavírus.

Mortes no mundo chegam 2.000.905 pessoas por causa da Covid-19

Novas cepas foram detectadas em países como Reino Unido, África do Sul e EUA. De acordo com a OMS, a variante descoberta no Reino Unido já foi detectada em 22 países europeus e os governos de todo o continente endurecem as restrições em resposta à ameaça.

As autoridades também estão tentando persuadir populações cansadas e ansiosas a continuar a seguir os protocolos de distanciamento social, algo mais difícil de vender agora do que há um ano, quando o vírus carregava o fator de medo pelo fato de ser algo novo e desconhecido.

O diretor de Emergências Sanitárias da OMS, Mike Ryan, disse que os altos números “podem ser atribuídos, em parte, à aparição das variantes (mais contagiosas) do coronavírus, mas a grande maioria ocorreu porque estamos reduzindo o distanciamento físico e social”.

“Com nosso comportamento não estamos rompendo as cadeias de transmissão e o vírus está explorando nossa falta de compromisso e nossa fadiga”, disse Ryan. Ele destacou que esse relaxamento está sendo visto tanto em países do Hemisfério Norte como da América Latina, caso do Brasil, que registra preocupantes aumentos em Estados como o Amazonas, onde se analisa o possível surgimento de uma nova variante do vírus.

Especialistas também dizem que o início das vacinações em muitos países (cerca de 50) pode acrescentar um excesso de confiança que pode ser prejudicial na atual fase da pandemia. “Já advertimos em 2020 que confiar excessivamente nas vacinas poderia fazer com que perdêssemos as medidas de controle e de certo modo isso está ocorrendo”, disse Ryan. (Com agências internacionais / jornal O Estado de S. Paulo).

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