Polícia

Pé de Serra: População de Santo Agostinho protesta crimes contra Geovane e Letícia

Familiares de Geovane Aboiador e Letícia Santos, casal assassinado com requintes de crueldade no último dia 18 de janeiro, convocam a população do povoado de Santo Agostinho, em Pé de Serra, para uma manifestação nesta terça-feira (02/02). Eles exigem punição dos acusados pelos crimes.

Um banner divulgado nas redes sociais convoca a população para o evento, a partir das 8h, na Praça do Mercado. “De lá, partiremos juntos para a Delegacia”, reforça o texto do cartaz, que cobra uma resposta sobre o caso.

O cartaz traz ainda perguntas para reflexão das autoridades, buscando chamar a atenção da sociedade: “Quem matou Geovane e Letícia? Queremos justiça! Chega de impunidade!”.

No dia 23 de janeiro passado, no sábado, três dias após os corpos serem encontrados, dois acusados de praticarem os crimes foram ouvidos na Delegacia da Policia Civil de Riachão do Jacuípe, mas foram liberados após exames no DPT de Serrinha.

O fato revoltou mais ainda a população, que ficou surpresa com a liberdade dos acusados, mesmo que eles tenham confessado participação nos crimes. “A Policia segue a lei, ela não pode fazer nada, mesmo que queira. Os elementos, mesmo confessando o crime, não poderiam ficar presos porque não houve o flagrante”, explicou uma autoridade policial, que pediu anonimato.

Os crimes

O casal Geovane e Leticia foi assassinado com requintes e crueldade, inclusive na presença de um bebê de nove meses. Os corpos foram encontrados na quarta-feira (20), por volta das 9h, no povoado de Santo Agostinho, em Pé de Serra. Letícia foi encontrada enforcada, dentro de casa, sem roupas, enquanto Geovane foi encontrado no mato, afastado da casa.

Casal morava em Santo Agostinho, Pé de Serra

Devido ao estado de decomposição, os corpos foram sepultados no mesmo dia em que foram encontrados, mas, segundo informações de moradores ao Interior da Bahia, os crimes teriam ocorrido na noite da segunda-feira, 18.

Após o sumiço da filha, a mãe de Letícia foi na residência do casal e se deparou com a cena triste, com a filha morta, amarrada com uma corda no pescoço ao telhado da casa. Em cena tão triste quanto esta, em um vídeo que circula nas redes sociais ouve-se o choro de um bebê, identificado como filho do casal, e de apenas nove meses.

Pressão sobre os suspeitos

Após a repercussão dos crimes, a população de Santo Agostinho ficou bastante revoltada. Segundo informações, após saber de algumas pistas sobre os supostos autores, um irmão de Letícia teria partido para a casa da mãe de Dedé, um dos acusados, e lhe abordado com veemência.

Dedé teria confessado o crime, mas negou em depoimento à Policia Civil (Foto: Policia Civil)

Acuado, o acusado teria confessado a participação no crime e ‘dedurado’ o seu comparsa, um também filho da região que chegara de São Paulo há pouco tempo, mas que não teve o nome revelado. Após ser comunicada, a Policia foi até o local e efetuou a prisão dos dois suspeitos, levando-os para serem ouvidos, mas que foram liberados em seguida.

O comparsa de Dedé, que já esteve em São Paulo antes, já teria fugido (Foto: WhatsApp)

Ainda segundo informações ao Interior da Bahia, antes da chegada da Guarnição da Policia, populares de Santo Agostinho ainda tentaram agredir os acusados, que foram “salvos” pelos próprios policiais.

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