História

Maradona, últimos dias: droga, cerveja, charuto e remédios

Com sérios problemas de saúde e em recuperação de uma cirurgia no cérebro, Maradona teve em seus últimos dias acesso livre a charutos, cigarros de maconha, vinho e cerveja. Inclusive misturava álcool com os vários remédios tomados ao longo do dia e à noite.

Maradona, com o médico Leopoldo Luque, após a cirurgia

Os detalhes da tragédia anunciada constam de áudios vazados de conversas entre o médico particular do ex-jogador, Leopoldo Luque, e um membro não identificado da equipe que cuidava do ídolo na casa dele. A imprensa argentina repercute a revelação com estarrecimento.

O advogado Mauro Baudry, representante de Dieguito Fernando, 7 anos, filho caçula do lendário jogador, enxerga crime premeditado. “Estavam preparando a morte de Maradona”, declarou ao jornal esportivo ‘Olé’. Em um dos trechos, Dr. Luque comenta quais substâncias poderiam ou não aparecer na autópsia. Detalhe: a conversa aconteceu quando Maradona estava vivo. Ele morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos.

Situação do craque argentino era de dependência química

“Se você ouvir os áudios com atenção, é como se eles (o médico e seu interlocutor) estivessem preparando a morte de Diego, vendo o que sai na autópsia e o que não vai sair. Como você vai saber que Diego vai morrer em um mês e que eles vão fazer uma autópsia? É muito sério, muito sério”, disse o advogado.

Nas gravações divulgadas por jornais, rádios e TVs da Argentina, entende-se que dois assessores que moravam na casa de Maradona forneciam a ele bebidas e ‘baseados’ à vontade para que o ex-atleta ficasse calmo e dormisse por muitas horas, deixando os funcionários livres. Revoltada, a cozinheira contou tudo o que viu e ouviu.

“Que desastre! Por Deus! Como eles mataram Maradona! Os áudios são ultrajantes, nos fazem pensar que Maradona foi morto”, indignou-se Mario Baudry. O advogado repetiu sua desconfiança em entrevista ao programa ‘Nosotros a la mañana’, do canal El Trece.

Maradona em momentos diferentes em sua vida (Foto: El País)

A necropsia feita no corpo de Maradona apontou como causa da morte “edema agudo de pulmão secundário a insuficiência cardíaca crônica exacerbada”, de acordo com o relatório oficial. A perícia toxicológica não detectou álcool e drogas ilícitas, apenas medicamentos contra ansiedade e depressão. Despertou estranhamento a ausência de vestígios de remédios para o controle de sua doença cardíaca. A investigação sobre a morte que chocou o mundo do futebol continua. A polêmica e o mistério, também.

Tudo indica que Maradona fará companhia eterna a outros famosos cujas circunstâncias da morte sempre geraram dúvidas. Entre eles, Marilyn Monroe e Michael Jackson. Essa desconfiança alimenta a lenda em torno dos ídolos. (Fonte: Portal Terra).

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