Política

ACM Neto e Bruno debatem canal de diálogo com a esquerda

Presidente nacional do DEM, ACM Neto, foi recebido em almoço, na quarta-feira (17), na casa do presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, em Brasília. Foram à mesa também os líderes das duas siglas na Câmara Federal, Rodrigo de Castro (PSDB-MG) e Efraim Filho (DEM-PB).

ACM Neto e Bruno Araújo discutem frente entre esquerda e centro-direita para 2022

Em pauta, o exercício do desprendimento na construção de alternativas que possam aglutinar o volume máximo de apoios políticos e da sociedade em torno de um projeto para 2022. Parceiros de décadas, DEM e o PSDB militam no mesmo campo, mas, juntos, estudam intensificar o ambiente de diálogo com partidos que acabaram se distanciando, mas que, outrora, já estiveram próximos.

A costura é pautada na lógica de que o centro, se quiser ter vida, será fora dos contornos dessa polarização entre Lula e o presidente Bolsonaro. Lideranças desse conjunto que acompanham as movimentações traduzem: “Vai haver um esforço muito maduro dessas legendas para que o País não fique preso a uma polarização de projetos que, hoje, não se adequam mais ao momento de País e de mundo que o Brasil precisa”.

O empecilho maior para o tucanato na construção dessas pontes, inclusive com partidos de esquerda, seria o PT, mas os próprios petistas já começaram a acenar ao ninho tucano, escalando o governador Wellington Dias (PI) como emissário para abrir esse canal. O pano de fundo é a pandemia e a busca de alternativas para a crise sanitária do País. Essa movimentação começa a ganhar contornos mais nítidos via gestos realizados nos últimos dias, como, por exemplo, o aceno feito por Bruno ao PDT como a coluna cantara a pedra. Sobre a aproximação com os pedetistas, Bruno argumentara: “Não pode ter prato pronto!”. E advertira: “Temos que desarmar as pretensões pessoais nesse momento para construir alternativas de diálogo”.

A intenção de trabalhar a criação de uma frente ampla se solidifica na reunião entre Bruno e ACM Neto. Mas essa agenda também parece dar espaço a outra mensagem: a de que o protagonismo da discussão partidária reside entre os presidentes das duas siglas, responsáveis por levar isso para dentro das legendas. Em fevereiro, Bruno e João Doria vivenciaram atrito, sucedido por avanço do governador paulista no sentido de assumir o comando da legenda. O tucanato reagiu, precipitando a recondução de Bruno à presidência, que é quem encabeça o debate com ACM Neto agora. (Fonte: Folha de Pernambuco).

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