Polícia

Ex-namorada acusa que Dr. Jairinho torturou o filho Henry

A estudante Débora Melo Saraiva, 34, ex-namorada do vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, disse em novo depoimento na 16ª DP do Rio de Janeiro, na tarde desta sexta-feira (16), que ela foi agredida e o seu filho, torturado pelo parlamentar. As informações são do portal G1. 

Débora relatou agressões a ela e ao filho, na época com 3 anos de idade /Foto: Reprodução

Conforme o depoimento, Débora teve dedos do pé fraturados, após levar um mata-leão do vereador e chegou a levar três mordidas do parlamentar na cabeça.

As agressões ao filho Enzo, que hoje tem 8 anos, aconteceram quando o menino tinha 3 anos, diz ela. Segundo relato da criança, Jairinho colocou um papel e um pano na boca dele e disse para ele não engolir. 

O menino teria afirmado então que Jairinho o deitou no sofá da sala, ficou em pé no sofá e apoiou todo o peso de seu corpo nele com o pé.

Em outra ocasião, ainda segundo relatos do menino, Jairinho teria colocado um saco plástico em sua cabeça e ficou dando voltas com o carro.

Esse foi o 2º depoimento prestado por Débora sobre o caso, trazendo somente agora informações sobre as agressões. Segundo ela, omitiu os casos por ameaças do vereador. 

Dr. Jairinho está sendo investigado após a morte do menino Henry Borel, de 4 anos, que foi encontrado morto pela mãe no último dia 8 de março. Henry sofreu múltiplos hematomas no abdômen e nos membros superiores, além de infiltração hemorrágica nas partes frontal, lateral e superior da cabeça. 

Ele e a mãe de Henry, a professora Monique Medeiros, foram presos suspeitos do crime no dia 8 de abril. 

Violência

Segundo as investigações, Henry era agredido pelo vereador com chutes e pancadas na cabeça. Monique tinha conhecimento da violência desde o dia 12 de fevereiro, pelo menos. 

Os investigadores do 16° Distrito Policial afirmam que Henry foi assassinado com emprego de tortura e sem chance de defesa, conforme o portal G1.

No dia 8 de março, Henry foi levado ao hospital após ser achado pela mãe e pelo padrasto Dr. Jairinho. O menino chegou na unidade de saúde sem vida, com hemorragia interna, laceração hepática, contusões e edemas.

A versão utilizada por Jairinho e Monique, de um acidente, foi desacreditada pelos policiais após o laudo médico feito após duas autópsias do corpo da criança. A perícia descreve múltiplos hematomas no abdômen e nos membros superiores, além de lesão no fígado.

Comportamento do casal 

Os celulares do casal e outros envolvidos no caso foram apreendidos no início das investigações. A polícia descobriu que Dr. Jairinho e Monique apagaram conversas de seus telefones e suspeitam que tenham trocado de aparelho. 

A partir de um software israelense, o Cellebrite Premium, comprado pela Polícia Civil no último dia 31 de março, foi possível recuperar o conteúdo. 

O vereador tem um histórico de violência. A polícia investiga se ele agrediu duas crianças, filhos de suas ex-namoradas. Uma das crianças, hoje com 13 anos, prestou depoimento à polícia e contou sobre agressões que sofreu quando tinha cinco anos.

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