Política

DEM avalia condicionar participar de 3ª via à ausência de Doria em chapa, que pode ter Ciro x Leite

A desavença entre o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) pode impactar na composição da “terceira via”. O partido presidido por Neto estuda a possibilidade de não integrar a frente caso o tucano vença as prévias do partido, com regras já aprovadas pela executiva.

Reunião da terceira via (Foto: GABRIELA BILó/ESTADÃO CONTEÚDO)

A disputa no PSDB, que colocará frente a frente Doria e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, poderá ter a influência do Democratas. Aliados de Neto comentam que existe a possibilidade da legenda em abrir mão da composição caso Leite não saia vitorioso. Neto já teria comentado nos bastidores sobre o arranjo e a alternativa de ajuste na chapa. 

O DEM poderia abrir mão do nome do ex-ministro Henrique Mandetta, possível candidato em 2022, encaminhando uma disputa democrata para o governo ou ao Senado no Rio de Janeiro. Com a saída da disputa na chapa, Eduardo Leite poderia então, compor a candidatura da terceira via na vice, juntamente com Ciro Gomes (PDT). Os pedetistas já foram convidados para a próxima reunião e podem encabeçar a chapa que irá disputar a presidência.

Lideranças partidárias que estiveram na reunião comentaram ao Bahia Notícias que a manobra poderia “ajustar interesses” e “arrumar o bloco”. Novas reuniões devem ser feitas para coordenar as ações do bloco composto por DEM, Cidadania, Podemos, MDB, PV, Solidariedade e PSDB e o recém convidado PDT. 

NETO X DORIA 

Após anos de parceria política e brincadeira até sobre o Carnaval e, a relação entre ACM Neto e João Doria desembocou em um descarte de apoio para 2022. A motivação do rompimento foi o vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, que migrou do DEM para o PSDB após manobra de Doria.

Com a filiação de Garcia, Neto teceu duras críticas ao governador de São Paulo e comentou que a articulação do mandatário tucano era “uma postura desagregadora e demonstra inabilidade política”. Neto também ressaltou que o ato, todavia, não comprometeria o diálogo com outros partidos. (Bahia Noticias).

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