Política

Chega de conversa fiada: o certo é que a maioria dos eleitores não quer nem Bolsonaro e nem Lula

A política brasileira é totalmente surrealista e não existe nada igual em nenhum outro país. Já informamos aqui o desânimo dos roteiristas da série norte-americana “House of Cards”, que foi tirada do ar quando ainda fazia estrondoso sucesso. Um dos motivos alegados foi o fato de o ator principal, o fabuloso Keavin Spacey, ser gay, uma espécie de Piada do Ano em âmbito mundial.

Charge: A Gazeta

Ora, ora, não me venham com chorumelas, diria o grande ator Francisco Milani, que adorava política e chegou a ser eleito vereador no Rio pelo Partido Comunista Brasileiro, o velho Partidão.

SAINDO DO ARMÁRIO – Realmente, se forem boicotar atores gays, o que aconteceria com John Wayne, Burt Lancaster, Rock Hudson, Cary Grant, Anthony Perkins, Laurence Olivier, Montgomery Clift, Dirk Bogarde, Randolph Scott, James Dean e tantos outros.

Em Hollywood, muitos deles fizeram um esforço enorme dentro do armário, inclusive suportando casamentos de fachada. Mas aqui no Brasil é tudo ao contrário, e agora o homofóbico presidente Jair Bolsonaro diz que o governador gaúcho Eduardo Leite está “se achando” e quer ganhar votos ao assumir a homossexualidade.

No caso de “House of Cards”, os roteiristas admitiram que jamais conseguiriam alcançar a criatividade da política brasileira, onde a primeira mulher a chegar à Presidência era estocadora de vento e sempre que encontrava uma criança via um cachorro por atrás.

ESTRANHAS PESQUISAS – Agora, na abertura da campanha eleitoral de 2022, as pesquisas de opinião tentam nos convencer de que Lula da Silva saiu direito da prisão para o Planalto, com pit stop em São Bernardo do Campo. Bem, esse fenômeno pode mesmo acontecer, mas apenas se o petista for ao segundo turno contra Jair Bolsonaro. Qualquer outro ganha dele, todos sabem.

E há a forte possibilidade de surgir um presidente zero quilômetro, sem a rodagem de Lula e Bolsonaro, porque cerca de 30% do eleitorado são “nem-nem” e não aceitam votar em nenhum dos dois, que realmente estão sujos na rodinha, como se dizia antigamente.

Para transformar esse sonho em realidade, basta que rejeitemos essas pesquisas encomendadas e passemos a exigir que os institutos façam como o MDA e o Genial/Quaest, os únicos que pesquisaram o quesito “quantos não aceitam votar nem em Lula nem em Bolsonaro”. (Por Carlos Newton / Tribuna da Internet).

P.S. – Por gentileza, alguém pode me informar o que é Genial / Quaest? O Estadão diz ser um instituto de pesquisa, mas eu nunca ouvi falar dele… (C.N.)

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