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Vídeo; Dirigentes de Manaus e Botafogo-PB saem no soco após partida decisiva na Série C

Árbitro relatou todo o episódio – ou ao menos as partes flagradas pela arbitragem – na súmula do jogo. Clima esquentou já na chegada da delegação paraibana no estádio da Colina, em Manaus

João Normando/FAF

Dirigentes de Manaus e Botafogo-PB saem no soco em briga generalizada; vídeo

A partida entre Manaus e Botafogo-PB, neste domingo, no estádio da Colina, válido pela 16ª rodada da Série C do Brasileiro, acabou em uma confusão generalizada, protagonizada por membros da diretoria de ambos os clubes.

Imagens, inclusive, flagram que o hoje conselheiro e ex-presidente do Belo, Guilherme Novinho, dá um tapa no rosto do diretor de futebol do Manaus, Giovanni Miranda. Até este momento as delegações discutiam verbalmente.

Foi quando a troca de farpas, que até então era verbal, mas já quente, transformou-se em pancadaria. Miranda reagiu ao tapa. O diretor executivo do time paraibano, Francisco Sales, que é filho de Novinho, interveio, e ambos chegaram a trocar socos. O atacante Rafhael Lucas, do Manaus, também aparece dando um chute em alguém não identificado. Ele foi expulso devido a agressão.

O árbitro da partida, Thiago Luis Scarascati, relatou todo o episódio – ou ao menos as partes flagradas pela arbitragem – na súmula do jogo. Na denúncia, Thiago conta que já havia precisado retirar o vice-presidente do Manaus, Giovanni Silva, pai de Giovanni Miranda, das arquibancada por reclamações acintosas contra a arbitragem.

Veja o relato na súmula:

Súmula de Manaus x Botafogo-PB — Foto: Reprodução/CBF

“Aos 30 minutos do segundo tempo, o sr Giovanni Alves da Silva, vice-presidente do Manaus FC (identificado pelo delegado da partida), foi retirado da arquibancada por estar contestando as decisões da arbitragem aos gritos.

Após o término da partida, o sr. Francisco de Sales p. Neto, supervisor da equipe do Botafogo FC, adentrou ao campo de jogo por uma escada de acesso às arquibancadas e iniciou uma discussão verbal com o sr Giovanni Miranda Filho, diretor de futebol da equipe Manaus FC, que também havia adentrado o campo de jogo pela mesma escada de acesso à arquibancada. Essa discussão desencadeou numa confusão generalizada.

Destaco ainda que dirigentes de ambas as equipes e atletas da equipe do Manaus FC tentaram impedir que a confusão continuasse, com exceção do atleta de número 9, sr. Rafhael Lucas Oliveira da Silva (vide relato em expulsões). Informo ainda, que quando a equipe de arbitragem deixava o campo de jogo, pessoas credenciadas, porém não identificadas e que ocupavam o espaço destinado a equipe do Manaus na arquibancada, gesticularam e protestaram em direção a equipe de arbitragem.”

Chegada tensa

O clima começou quente antes mesmo do apito inicial. Envolvido na confusão, Franciso Sales disse que a delegação paraibana foi recebida de forma hostil por parte de torcedores do Manaus ao chegar na Colina.

Chegamos ao estádio totalmente abandonados no meio da torcida do Manaus, que atirou pedra, bomba, tapas, e nós, acuados e sem nenhuma segurança, onde poderia ter acontecido o pior, graças a Deus foram danos materiais no ônibus. Ao término da partida um membro da direção do Manaus agrediu o membro da nossa delegação, o que ocasionou toda a confusão no final.”

— Franciso Sales, diretor executivo do Botafogo-PB

– No meio da confusão, quando chegou a turma deixa disso, o atleta Raphael Lucas covardemente desferiu um chute na minha perna. Após mais esse ocorrido, na saída o choque deu guarita para nossa delegação. Para terminar, quando fizemos o contorno, tivemos mais uma chuva de pedra – ressaltou o dirigente paraibano.

“Time de m…”

Procurado pela reportagem, o diretor de futebol do Gavião, Giovanni Miranda, que também foi um dos envolvidos na briga, disse que tanto Sales quanto o conselheiro Guilherme Novinho estavam, desde o início, tentando arrumar briga nas arquibancadas. Miranda ainda disse que o clima esquentou quando Sales teria chamado o Manaus de time de m*.

Quando acabou o jogo, dois senhores deles (Francisco Sales e Guilherme Novinho) falaram time de bosta e apontaram na minha cara. Eu pedi respeito, e o Guilherme Novinho meteu a mão na minha cara. Aí o filho dele veio pra cima de mim, desde o começo eles estavam na entrada exaltados.”

— Giovanni Miranda, diretor de futebol do Manaus

– Vamos fazer nota de repúdio. Eles não tiveram respeito com ninguém aqui desde a chegada. Foram sempre os dois. Davam o dedo para a gente, toda hora mexendo. Acabou o jogo, acabou, ninguém tem que xingar ninguém. Tiveram o mesmo comportamento lá. A gente nunca teve isso. Só foram os dois. Sempre fomos cordiais. Eles cederam CT, a gente também – concluiu.

Se o extracampo foi quente, dentro das quatro linhas o jogo foi morno e terminou empatado em 0 a 0. O Manaus manteve a liderança da chave, com 25 pontos, enquanto o Belo também se manteve no G-4, em quarto lugar, com 23.

(Fonte: Ge)

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