Nordeste

Juazeiro do Norte: Romaria de Finados atrai centenas de fiéis

Após dois anos de espera, devotos do Padre Cícero voltaram a Juazeiro do Norte para participar da Romaria de Finados, maior evento religioso da cidade. Diferente de 2020, quando ainda prevaleciam as medidas de restrição sociais por conta da pandemia, neste ano a movimentação de fiéis foi intensa durante os quatro dias de programação.

Romeiros acompanharam celebração de encerramento da Romaria de Finados no calçadão da Capela do Socorro (foto: Rozelia Costa/Especial para O Povo)

As atividades, que começaram no último dia 29 de outubro, foram encerradas nesta terça-feira (02) com a já tradicional visita ao túmulo do sacerdote, no cemitério ao lado da Capela do Socorro.

Mesmo com a volta das celebrações presenciais, toda a programação da romaria também foi transmitida pela internet, através da TV Web Mãe das Dores, no YouTube, e nas redes sociais da Basílica de Juazeiro Norte. No início da pandemia, a Diocese do Crato havia recomendado que idosos e pessoas com comorbidades, mais vulneráveis aos efeitos da Covid-19, assistissem às celebrações por meio de canais online para evitar exposição à doença. Com a diminuição nos indicadores da crise sanitária, a tendência, nas próximas romarias, é que Juazeiro passe a receber um número ainda maior de peregrinos.

Romeiros se protegeram com máscaras, mas compareceram à “Terra do Padre Cícero”

O calendário religioso da “Terra do Padre Cícero” conta com 12 romarias ao ano. As maiores são a Romaria das Candeias, em fevereiro, a que lembra a morte do fundador da cidade, em julho, a que homenageia a padroeira, em setembro, e a Romaria de Finados, encerrada nessa terça-feira, 2. Antes da pandemia, a Setur estimava que em média dois milhões de romeiros participavam das festividades ao longo do ciclo anual.

O verdadeiro significado do Dia de Finados

O vigário geral da Diocese de Crato, padre José Vicente, falou à rádio CBN Cariri sobre o significado da data de Finados em 2021, segundo ano consecutivo em meio à pandemia da Covid-19. O sentido da data, para o sacerdote, é a celebração dos que se foram. “É trazer a consciência da continuidade da vida. A vida para o homem de fé não se conclui com a morte física. Ela é apenas a passagem que possibilita ao homem ir ao encontro de Deus e contemplar o rosto de Deus como Deus verdadeiramente é”, comentou José.

Com a pandemia e os mais de 24 mil cearenses vitimados pela Covid-19, o vigário considera a situação lamentável e que poderia ter sido contornada com cuidados, como pela parte governamental brasileira. “Mas diante desse mistério da finitude, sabemos que vivemos na esperança e nos colocamos nas mãos de Deus para vivenciarmos a esperança na vida eterna conforme as promessas de Jesus”, comentou o fiel. (Colaboraram Guilherme Carvalho/CBN Cariri e Marília Freitas, jornal O Povo).

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