Educação

Gilberto Gil é eleito para a Academia Brasileira de Letras

Eleição aconteceu nesta quinta-feira (11), sem a presença do cantor e compositor baiano. Ele foi eleito com 21 votos.

O músico baiano Gilberto Gil, de 79 anos, foi eleito por maioria absoluta à cadeira de número 20 da Academia Brasileira de Letras (ABL), na tarde desta quinta-feira (11). Ele foi eleito com 21 votos.

Gil acompanhou a votação em casa, em Ipanema, na Zona Sul do Rio, já que uma norma da ABL proíbe que candidatos participem da sessão.

Também concorreram o poeta Salgado Maranhão (7 votos), e o autor e crítico literário Ricardo Daunt (nenhum voto).

Gilberto Gil é um cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor musical cuja obra se confunde com a própria música brasileira. O artista tem dois prêmios Grammy Awards, nos anos de 1998 e 2005. Ele também ganhou duas vezes o Grammy Latino, em 2001 e em 2002. Em 1999, foi nomeado “Artista pela Paz”, pela Unesco.

São dele os clássicos “Aquele Abraço”, “Vamos Fugir”, “A Novidade”, “Cálice”, “Esotérico”, “Divino Maravilhoso”. Ele tem uma extensa discografia com mais de 50 álbuns.

Em 2001, Gil foi nomeado embaixador da ONU para agricultura e alimentação. Ele também foi ministro da Cultura do Brasil, entre 2003 e 2008, durante dois mandatos do ex-presidente Lula.

Gil deve assumir o posto em março de 2022, quando o órgão volta do recesso de fim de ano.

Antes, a cadeira 20 estava ocupada pelo acadêmico e jornalista Murilo Melo Filho, que morreu em maio de 2020. Outros ocupantes foram Salvador de Mendonça (fundador) – que escolheu como patrono Joaquim Manuel de Macedo –, Emílio de Meneses, Humberto de Campos, Múcio Leão e Aurélio de Lyra Tavares.

Fernanda Montenegro ocupa cadeira 17

Fernanda Montenegro em foto de 16 de janeiro de 2018, no Rio de Janeiro — Foto: EDUARDO NICOLAU/ ESTADÃO CONTEÚDO

No dia 4 de novembro, a atriz Fernanda Montenegro, de 92 anos, foi eleita por maioria absoluta à cadeira de número 17 da ABL. Ela recebeu 32 dos 34 votos dos acadêmicos — 2 foram brancos.

“É algo assim, é uma viagem no imaginário, uma viagem no sublime. A minha arte não é imortal. A arte do ator é enquanto ele está ali vivo, presente em carne e osso. Mas, de uma forma poética, vamos dizer que é imortal”, disse a atriz em entrevista a Malu Gaspar, do Jornal O Globo. (Fonte: G1)

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