Esporte

Raphael Rezende deixa a Globo e assume a área de mercado do Botafogo

O Botafogo tem um novo head scout, responsável pela análise de jogadores no mercado. O comentarista Raphael Rezende deixa a Globo após quase 16 anos para assumir a função no clube. Ele assume o cargo de forma imediata. O clube anunciou ainda Brunno Noce para a vaga de analista de mercado.

O comentarista Raphael Rezende deixa a Globo após quase 16 anos e vai para o Botafogo

“A chegada desses profissionais é um passo importante no planejamento do departamento de futebol. Investir na ciência do scouting nos traz melhores referências, reduz riscos e permite tomadas de decisão mais assertivas”, disse o diretor de futebol alvinegro, Eduardo Freeland.

Raphael Rezende entrou na Globo como estagiário do SporTV, em fevereiro de 2006. Contratado um ano depois, estreou na função de comentarista em 2009, num jogo entre Deportivo Quito e Estudiantes, pela Libertadores.

Jornalista de formação, ele completou o curso da CBF de Licença B, que permite ser técnico das divisões de base, e realizou estágio no Botafogo no primeiro semestre de 2018. Por estar na Globo há 16 anos, Raphael diz que a decisão foi difícil. Mas, segundo ele, o momento não poderia ser melhor para assumir o desafio de ser o gerente de mercado do Botafogo.

“Está alinhado com o que era a minha função anterior, por mais que mudem responsabilidade e demanda, ainda mais agora com nova realidade do clube. Eu não via porta de entrada melhor. O momento é propício e tem uma série de questões. A conjuntura eu acho que é muito favorável para fazer essa escolha, mesmo com vários questionamentos que eu fiz nos últimos tempos sobre mudar ou não. São questões que todo mundo coloca, como vida profissional e pessoal. Com relação à função em si, acho que está superalinhada com o que sempre foi minha busca de trabalho mesmo antes de imaginar essa mudança”.

Brunno Noce e Raphael Rezende são os novos contratados do Botafogo — Foto: Divulgação

De pedra, Raphael vira vidraça e sabe que será cobrado se uma contratação não cair no gosto dos torcedores do Botafogo. Mas isso não preocupa muito o agora ex-comentarista, que considera estar à altura do desafio. Ele diz saber que a pressão é diferente, mas garante que o respeito e a empatia permanecerão.

A mudança na função é considerável. Em vez de elogiar um jogador no “Troca de Passes” ou em determinada partida, Raphael passa a recomendar aos superiores a contratação desse atleta. A função de head scout está dentro do organograma do futebol, cujo diretor é Eduardo Freeland, mas as obrigações vão além da necessidade da comissão técnica. É essencial saber se o jogador em avaliação cabe nas finanças alvinegras.

“Quando se fala sobre como interpretar a função do head scout dentro do organograma do clube como um todo, acho que passa muito com relação à importância do lado econômico. Aí a gente está falando de uma relação muito forte com a administração, parte da gestão, departamento jurídico… É a interdependência. É óbvio que eu vou estar tratando com profissionais que escapam do departamento de futebol”.

No último domingo, o empresário americano John Textor assinou a oferta vinculante para comprar 90% da Sociedade Anônima do Futebol do Botafogo. Nesta semana, conselheiros e sócios do clube votarão o acordo. Se houver aprovação nas duas instâncias, o futebol alvinegro se tornará uma empresa- É mais um movimento importante na modernização do clube e na estratégia de valuation dos ativos tanto do futebol quanto da área de negócios. (Por GE – Rio de Janeiro).

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