Esporte

Sada Cruzeiro fatura mais uma Superliga em atuação espetacular

O Sada Cruzeiro sabia bem a postura que seria necessária para ficar perto do sétimo título de Superliga. Foi retomando a agressividade no saque e ataque e melhorando (e muito) as marcações pra cima de Leandro Vissotto, principal jogador da partida 2, que o time celeste construiu o triunfo por 3 a 0 (25/20, 36/34 e 25/20). A partida aconteceu neste domingo no ginásio Sabiazinho, em Uberlândia, que recebeu público de 5.945 torcedores. 

Cachopa pode ter feito sua partida de despedida pelo Sada Cruzeiro — Foto: Fred Magno

O saque, um fundamento que apresentou muitos erros no jogo anterior, apresentou mais variações, para deixar a responsabilidade de virada de bola com o outro lado e impedindo pontos de graça.

Foi com o bloqueio incomodando o ataque do Minas que a vitória na primeira parcial foi construída. Mesmo sem fazer pontos, o fundamento serviu para ir tirando a paciência do ataque adversário, que tinha menos facilidade para colocar as bolas no chão.

Os contra-ataques criados pelo Cruzeiro foram bem aproveitados para importantes vantagens serem abertas, como no 6×2, 13×8 e 21×15.

O Minas esteve atrás do placar a todo momento, sendo forçado a correr atrás do prejuízo diante de um Sada Cruzeiro consistente e concentrado.

Rodriguinho foi craque da final — Foto: Agência i7/Sada Cruzeiro

Set eletrizante e imprevisível

O time da Rua da Bahia, mandante do duelo, melhorou na segunda parcial. Diminuiu os erros e teve melhor recepção para ficar na frente do placar nos primeiros instantes, chegando a abrir 3×1, 9×7 e 11×9. O Cruzeiro esteve sempre rondando, por perto, pronto para encostar e virar quando oportunidades aparecessem.

Foi sem se sentir desconfortável com a desvantagem que o Cruzeiro virou o jogo no meio de uma parcial bem mais equilibrada. O Minas, depois de sair atrás, diminuiu os erros e teve melhor recepção e saque para ficar na frente do placar nos primeiros instantes, chegando a abrir 3×1, 9×7 e 11×9.

O Cruzeiro, mesmo errando mais saques do que deveria, esteve sempre rondando, por perto, pronto para encostar e virar quando oportunidades aparecessem.

Sada Cruzeiro fez 3 a 0 e levantou mais uma vez a taça da Superliga (Foto: Fred Magno)

Foi conseguindo manter seu padrão, mesmo com a desvantagem, que o Cruzeiro virou o jogo no meio de uma parcial bem mais parelha e imprevisível. A troca de pontos foi uma constante, com os times se alternando na frente do marcador.

Foi no 22 a 20 que a Raposa se aproximou do 2 a 0, mas viu o Minas voltar pro jogo em definição além dos 25 pontos, com os dois times tendo sets points a seu favor. Em contra-ataque de Rodriguinho, o Cruzeiro fechou para ficar mais perto de nova conquista. 

O Minas pareceu ter sentido a pressão no terceiro set. O Sada Cruzeiro aproveitou o ritmo abaixo para abrir importante vantagens como no 5×2 e 11×5 para aumentar a pressão pro lado adversário.

Parecia ser questão de tempo pra fechar o jogo, mas era preciso manter o ritmo diante de um rival perigoso e sedento por incomodar. Um 18 a 11 encaminhou a taça com o Cruzeiro fazendo questão de finalizar o rival para não dar chances para qualquer nova e indigesta surpresa. 

Escalações:

Minas: William, Vissotto, Pinta, Kelvi, Leozinho, Honorato e Maique. Entraram: Sanchez, Arthur Bento, Everaldo. Técnico: Nery Tambeiro

Sada Cruzeiro: Cachopa, Wallace, Isac, Otávio, López, Rodriguinho e Lukinha. Entraram: Rhendrick, Cledenílson, Rech. Técnico: Filipe Ferraz

Arbitragem: Silvio Cardoso e Paulo Beal

(Fonte: O Tempo)

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