Economia

Após pandemia, vaquejadas são retomadas no Nordeste; evento injeta mais de R$ 50 milhões

A vaquejada, uma atividade cultural do Nordeste Brasileiro que reúne esporte e festividade, já está retomando às atividades no pós pandemia. Por isso, durante o período de restrições sociais, para evitar o contágio da Covid-19, a vaquejada foi suspensa e retomada, sem público, em agosto de 2021. Agora, sem pandemia, com flexibilização das máscaras e retorno dos eventos, a ansiedade é grande para a abertura do calendário de Vaquejada.

“Estamos com uma expectativa enorme para essa retomada das vaquejadas como um grande evento de esporte e de público. As primeiras que já foram realizadas no Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte foram recorde de público. As pessoas estavam com saudade”, disse o presidente da Associação Brasileira de Vaquejada, Paulo Moura, conhecido como Pauluca.

Nos próximos 30 dias, a Bahia será palco de duas grandes festas do cowboy nordestino: Vaquejada da Arena São Francisco, em Cabaceiras do Paraguaçu, entre 26 e 29 de maio, e, Vaquejada Haras AC 2022 Parque Santo Alberto, no município de Biritinga, de 01 a 05 de junho.

Moura disse que já são mais de 500 vaquejadas, credenciadas pela Abvaq, realizadas no Brasil. Entre as mais tradicionais, estão a de Serrinha na Bahia, Pernambuco, Paraíba e Sergipe. Só no Nordeste, são gerados 700 mil empregos, diretos e indiretos, pelo setor. “Já temos vaquejadas de todos os tamanhos e repercussão. A premiação varia de R$ 1 mil a R$ 1 milhão e a média de uma boa vaquejada gira em torno de R$200 mil em prêmios, com cerca de mil inscritos. Já o valor da inscrição fica aproximadamente R$600”.

Animação, boa música e muita festa. Em setembro, o município de Serrinha no sertão baiano se torna a capital da vaquejada. São cinco dias de festa, de 07 a 11 de Setembro, que movimentam a economia da cidade em mais de 50 milhões. “A vaquejada movimenta toda a cidade : são muitas pessoas em busca de hospedagem, consumindo em restaurantes e usando os serviços de transportes como motoboy. Só no parque onde acontece a festa geramos mais de mil empregos diretos”, disse o empresário Carlinhos Serra.

A edição de 2022 ainda está em fase de organização já que o evento no Parque Maria do Carmo precisa reunir as melhores bandas do momento. “Estamos em contato com as principais atrações para shows e tentando conciliar a agenda dos artistas”, explica o empresário. Segundo Serra, a festa tradicional do vaqueiro em Serrinha é “a maior do mundo a mais de oito anos”, ressalta.

“O nivel de Vaquejada hoje em dia precisa ter as melhores bandas com os melhores artistas. Ou consegue um espaço na agenda deles para o evento ou não faz. No nordeste a Vaquejada é uma das maiores festa do calendário festivo”, concluiu Serra.

Vaquejada com selo de aprovação da Abvaq

A vaquejada é um esporte onde dois vaqueiros, montados a cavalo, precisam derrubar um boi, puxando-o pelo rabo, dentro das delimitações estabelecidas por duas faixas pintadas no chão da arena. Dessa forma, para garantir a segurança dos animais e a preparação técnica dos profissionais, o evento precisa ser chancelado pela Abvaq.

O selo da associação é um sinal de que toda documentação do evento está legalizada, assim como os profissionais envolvidos foram treinados e credenciados assumindo a reponsabilidade no trato animal, como determina a lei, no Termo Técnico de Cooperação, regulamentado pelo Congresso Nacional. No documento estão definidos os direitos e deveres, além do bem-estar animal, para que seja permitida a realização das vaquejadas, que já foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em 2016.

Hoje, o principal desafio enfrentado pelo segmento é a atividade clandestina. “O bom é que esse esporte é auto-fiscalizador, e estamos sempre recebendo denúncias e reportando ao Ministério Público Estadual ou Federal para coibir as atividades irregulares. ”, finaliza Pauluca Moura. (Fonte: BNews).

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