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Milhares rezam em Santuário de Fátima ainda preocupados com Covid

Para muitos, foi um momento especial ver o santuário finalmente abrindo as portas para uma grande multidão depois que a maior parte das regras da Covid-19 foi suspensa no mês passado

Felizes e cautelosos ao participarem de um evento religioso de massa pela primeira vez desde o início da pandemia, milhares de fiéis católicos se reuniram no Santuário de Fátima, em Portugal, nesta sexta-feira, enquanto as autoridades se preparam para uma possível sexta onda da Covid-19.

A aposentada Teresa Maria, de 62 anos, foi uma das cerca de 200.000 pessoas que viajaram para o famoso santuário católico de Fátima para marcar a primeira das três visões relatadas da Virgem Maria, também conhecida como Nossa Senhora, há mais de 100 anos.

No ano passado, apenas 7.500 foram permitidas dentro do santuário e as pessoas tiveram que ficar em círculos para manter o distanciamento social.

Fiéis carregam imagem de Nossa Senhora de Fátima durante procissão em Fátima, Portugal — Foto: Pedro Nunes/REUTERS

Para muitos, foi um momento especial ver o santuário finalmente abrindo as portas para uma grande multidão depois que a maior parte das regras da Covid-19 foi suspensa no mês passado. Mas, à medida que as infecções diárias voltam a aumentar, Teresa Maria decidiu manter a máscara.

“Sempre procuro tomar precauções”, disse ela enquanto esperava o início da procissão de despedida, um dos pontos altos do evento. “Não estamos livres disso porque os casos estão aumentando.”

Portugal tem a maior média móvel de sete dias da União Europeia de casos por milhão de habitantes, de acordo com o Our World in Data. Especialistas em saúde acreditam que uma “sexta onda está se formando de maneira muito intensa”.

Membros do clero reunidos durante um evento do aniversário da aparição de Nossa Senhora em Fátima, Portugal — Foto: Pedro Nunes/REUTERS

Mortes e internações estão muito abaixo dos níveis do pico da pandemia. Idosos com mais de 80 anos receberão a quarta dose da vacina contra Covid-19 a partir da próxima semana, três meses antes do previsto.

Por G1

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