História

Copa do Mundo: Cerca de 6.500 trabalhadores morreram durante obras do Mundial, aponta jornal

Embaixadas de vários países e ONGs questionam milhares de mortes de trabalhadores envolvidos nas obras da Copa do Mundo da Fifa de 2022. O evento terá início em 21 de novembro, no Catar. 

Pelo menos 6.500 homens morreram entre 2011 e 2020 durante as construções que envolvem o maior torneio de futebol mundial, segundo o jornal britânico The Guardian. Todas as vítimas são imigrantes, a maioria de países asiáticos, como Bangladesh, Índia, Nepal, Paquistão e Sri Lanka.

Causa das mortes

As ONGs internacionais ainda questionam o fato de, na maioria das vezes, a autópsia nos corpos não ter sido feita. De acordo com a Anistia Internacional, no documento In the Prime of Their Lives, o governo do Catar costuma emitir atestados de óbito dos trabalhadores sem explicar a causa da morte. 

Quando há alguma informação sobre isso, costuma ser vaga. Usam termos como ‘causa natural’ ou ‘falha cardíaca’. A maioria dos trabalhadores contratados para as obras da Copa do Mundo do Catar têm cerca de 30 anos, idade que não é fator de risco das causas de morte apresentadas nos documentos. 

Ainda de acordo com a Anistia Internacional, esse tipo de laudo sobre as mortes dos trabalhadores acabam por descartar a chance de indenização para as famílias dessas vítimas.

Além da Anistia, a Human Rights Watch e mais oito organizações começaram uma campanha em maio deste ano para que a Fifa pague US$ 440 milhões (cerca de R$ 2,3 bilhões) para indenizar milhares de trabalhadores envolvidos nas obras da Copa do Mundo. (Fonte: Diário do Nordeste).

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