Economia

Faz. Morrinhos, em Tanquinho, leva medalha de ouro por produzir iogurte artesanal de umbu

Além do prêmio pela produção do Iogurte de Umbu, Lívio Mascarenhas, recebeu a medalha de bronze pela produção do Queijo Coalho artesanal a 16° Edição do ENEL que aconteceu em Vitória da Conquista-BA de 14 a 16/07/22.

O Encontro Nordestino do Setor de Leite e Derivados ENEL, recebeu a inscrição de 221 queijos baianos para concorreram a premiação, e 470 produtos diversos: queijos, doces, manteiga, manteiga de garrafa, de cabra, vacas e búfalos dos estados do Nordeste.

O concurso foi fruto da parceria da Sertãobras com o Sebrae, que inovou com um regulamento dividido em categorias com ênfase nas receitas mais presentes no Nordeste. Cada produtor de queijo receberá, até uma semana depois do evento, uma ficha técnica do seu queijo, independente se recebeu ou não premiação.

Foram premiados com medalhas de Bronze, Prata, Ouro e Super Ouro, os queijos das cidades: Caetité, Candiba, Ibicoara, Iraquara, Itaetê, Itamaraju, Jaguarari, Nova Fátima, Planalto, Riachão das Neves, Salvador, Serrinha, Tanquinho, São Domingos, Salvador, Rui Barbosa, Pé de Serra, Riachão do Jacuípe, Mairi, Ipiau, Amargosa, Guanambi, Itaberaba, Gavião, Dom Macedo, Jaguarari, Adustina, Vitória da Conquista, Piatã.

A equipe do Interior da Bahia conversou com Lívio Mascarenhas, o produtor é proprietário da Morrinhos Produtos Artesanais, localizada no município de Tanquinho, premiado com a medalha de Bronze pela produção do Queijo Coalho Artesanal e a medalha de ouro na produção do Iogurte Artesanal de Umbu. Em nossa conversa, Lívio nos do quanto a Morrinhos e tantos outros pequenos produtores sofrem com a falta de políticas públicas que os incluam no mercado, pois a burocracia dificulta muito para àqueles que têm uma produção inferior a litros diários de leite.

Foto: Arquivo Pessoal

Segundo dados obtidos no site do SertaoBras, há mais de 900 mil imóveis cadastrados no INCRA no Estado, destes 700 mil são pequenas propriedades, destas umas 500 mil, tiram algum leite.

Em nosso bate papo pudemos compreender um pouco da situação vivida por Lívio e muitos produtores que trabalham na informalidade, quando ele diz: “não estamos defendendo a clandestinidade, estamos defendendo e buscando celeridade na regulamentação de leis que assegurem nós, os pequenos produtores, para que possamos trabalhar com qualidade, segurança, mesmo que em pequenas produções”

Nascimento da Ideia

“Durante a pandemia da Covid-19, e consequentemente o lockdown, nós que vendíamos o leite para um grande produtor, vimos a porta se fechar, quando o mesmo nos relatou: “não pegaremos mais o leite com vocês, porque está tudo fechado”, daí começamos a utilizar o leite que antes vendido para fora, na fabricação de queijos e logo também, o iogurte”.

Percebemos que mesmo com uma produção considerada pequena, as fabricações da Morrinhos Produtos Artesanais empregam outras pessoas, gera renda para outras famílias e fomenta o crescimento da economia do município e estado, daí a importância de políticas de regulamentação para facilitar a vida daqueles que têm a ideia, mas necessita do espaço para coloca-las em ação.

Reprodução

Clandestinidade X Informalidade

Formas totalmente diferente de trabalhar, pois que trabalha na clandestinidade nem sempre se preocupa com questões de higiene e segurança, prezando pela garantia no resultado final do produto.

Já quem trabalha na informalidade, o faz justamente por não conseguir alcançar o limite mínimo de produção diária estabelecido pelas normas de inspeção atual.

Ainda segundo Lívio, se faz necessário acelerar a implantação dos SIM – Sistema de Inspeção Municipal, e seus Consórcios pelo estado da Bahia. A aplicação que a Lei Estadual 14.453 de Fevereiro de 2022, enquanto a Lei Federal 11.099 de Julho/22, não é regulamentada.

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